
| Pagani Zonda: Com a bênção de Fangio |
O C12 F é uma série limitada com algumas das soluções desenvolvidas pela Pagani para o C12 S Monza, um Zonda mais puro e menos adepto do conforto. A evolução começa pela aerodinâmica, com um reestudo dos retrovisores e do aerofólio traseiro, assoalho plano, defletor dianteiro e extrator na parte de trás. Passa pelo chassi, que teve o peso reduzido (o carro fica em moderados 1.230 kg), recebeu rodas maiores (de 19 pol à frente, com pneus 225/35, e de 20 pol atrás, com 335/30) e permitiu a adoção de freios majorados, com opção por discos de carbono-cerâmica. E chega ao motor V12 central de 7,3 litros, aspiração natural e 48 válvulas. Adquirido da AMG, preparadora "de casa" da Mercedes-Benz, ele passa a ter um sistema próprio de admissão, no lugar do fornecido pelos alemães, e novo escapamento. Foi o bastante para elevar a potência de 550 para 650 cv a 6.200 rpm, no caso da versão ClubSport. O torque de massivos 107,9 m.kgf a 4.000 rpm ajuda a levar o supercarro de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, de acordo com o fabricante. O câmbio manual de seis marchas transmite essa fúria apenas às rodas traseiras. O Zonda baseia-se em uma estrutura de fibra de carbono com subchassis de alumínio, um segredo para seu peso contido. A mecânica é típica de carros de competição, como as suspensões, com braços sobrepostos de alumínio e amortecedores ajustáveis Öhlins, e a embreagem com duplo disco. Com medidas habituais de um supercarro -- 4,43 metros de comprimento, 2,05 m de largura, apenas 1,14 m de altura e 2,73 m entre eixos --, o novo Zonda espera concorrer com modelos de marcas conhecidas como Ferrari Enzo, Porsche Carrera GT e Lamborghini Murciélago. Esteja onde estiver, Fangio deve estar torcendo para que ele seja bem-sucedido.... DESTAQUES
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